domingo, janeiro 08, 2006

atenção para o prazo ideal de inscrição no cruzeiro da família

Visite mais uma vez www.cruzeirodafamilia.blogspot.com . Garanta as melhores condições de reserva e de preços até 25 de Janeiro de 2006!!!

sexta-feira, novembro 11, 2005


O CRUZEIRO DOS SONHOS!

Estamos a organizar, em parceria com a TopAtlântico Viagens, o Grupo Redecobrir a Família para integrar um cruzeiro especialmente planeado, em data muito oportuna, em Abril de 2006, partindo e retornando a Lisboa e passando por Cadiz, Casablanca e Gibraltar. Além de usufruirmos de tudo o que um cruzeiro tradicionalmente proporciona, teremos uma programação leve voltada para a família, baseada em princípios cristãos. Para maiores informações, visite o blog www.cruzeirodafamilia.blogspot.com e inscreva-se o quanto antes. Neste final de ano faça uma grande surpresa para os seus familiares!

quarta-feira, outubro 26, 2005

FAMÍLIA: FORTE E FRACA AO MESMO TEMPO!!!



"Portanto, o que Deus uniu, ninguém separe." (Jesus em Mateus 19:6.b)

A família é uma instituição forte por causa de sua origem divina - Deus uniu homem e mulher e lhes dá todos os recursos para permanecerem juntos e felizes!

Ninguém separe - Ao mesmo tempo, a família é frágil por ser formada por seres humanos imperfeitos, vivendo numa sociedade imperfeita, correndo riscos constantes de infelicidade e fragmentação.

Parece sábio reconhecermos nossa incapacidade de vivermos em família de forma saudável sem recorrermos ao Criador da família. Reflicta nessas palavras de Jesus! (AR)

sexta-feira, outubro 14, 2005

AS MULHERES NO MUNDO

Uma em cada três mulheres será, durante a sua vida, espancada, coagida a manter relações sexuais ou maltratada, em geral por um membro da família ou um conhecido. No Egipto, 94% das mulheres conseguem encontrar pelo menos uma justificação para o marido lhes bater.

Catorze milhões de adolescentes, com idades entre os 15 e os 19 anos, dão à luz todos os anos. Um número que corresponde a quase uma vez e meia a população portuguesa. Não se conhece a dimensão do problema das que têm filhos ainda mais jovens. As raparigas que pertencem a grupos mais pobres têm três vezes mais hipóteses de ser mães adolescentes do que as de estratos económicos superiores. E as adolescentes têm o dobro da probabilidade de morrer de parto.

São verdadeiras imagens de terror. Inimagináveis por serem desumanas, inacreditáveis pela sua irracionalidade. Estão no relatório sobre Igualdade das Nações Unidas.

O outro lado do espelho deste mundo está na educação. O número de mulheres analfabetas é o dobro do registado entre os homens. E nas regiões mais pobres há mais raparigas que não frequentam a escola do que rapazes.

É conhecimento adquirido pela prática que a educação das mulheres tem um efeito multiplicador de desenvolvimento muito significativo. São as mulheres que acompanham em geral os filhos. Se tiverem ido à escola, sabem valorizar a sua importância orientando os filhos para a escolarização e conhecem os cuidados de saúde e alimentação que devem ter com as crianças. Em linguagem económica, contribuem para a subida do capital humano, aumentando o potencial de crescimento da economia.

...A razão por que o mundo permite que se continue a assistir à degradação das condições de vida dos países mais pobres, com as mulheres em posição ainda mais grave, é inadmissível. Todos sabem que há políticas eficazes de combate à pobreza e os seus custos seriam muitíssimo inferiores aos proveitos do desenvolvimento. A diferença é que alguns perderiam as rendas que exploram com a pobreza das mulheres e da população em geral...

(artigo "A pobreza racional" de Helena Garrido, publicado no DN de 13/10/2005)

terça-feira, setembro 27, 2005

A CEGUEIRA DE QUEM NÃO QUER VER

"Os deuses cegam aqueles que querem perder." Esta cruel máxima da antiga sabedoria grega parece estar há muito inválida e esquecida.

Mas depois acontecem factos que parecem confirmar a sua terrível verdade. Como o longo processo de legalização do aborto, a que temos assistido ao longo dos últimos anos. O propósito é normalizar uma prática que todas as sociedades, ao longo de todos os séculos, sempre consideraram horrenda e infame.

Pela primeira vez na História, uma cultura que se toma como civilizada vem fingindo que o aborto é algo normal e recomendável. Este propósito vergonhoso tem gerado dramas e conflitos em todos os países ocidentais.

Entre nós, porém, extravasou em tantos atropelos legais e abusos processuais que o vício do objectivo acaba apregoado pela forma patética que utiliza.

A primeira tentativa de legalizar totalmente a prática do aborto foi rejeitada no Parlamento português em 1997. Mas este resultado viu-se desrespeitado pela própria Assembleia que o tinha definido, voltando a votar o mesmo diploma, na mesma legislatura, menos de um ano depois, após ter convenientemente substituído alguns deputados de forma a assegurar o resultado. Tendo finalmente aprovado a lei, o Parlamento voltou a autodesrespeitar-se, propondo a realização de um referendo para confirmar a sua decisão.

Estes episódios justificavam, só por si, a inclusão do processo numa antologia mundial de trapalhada legislativa.

Portugal votou em Junho de 1998, e o resultado desse referendo significou para o Parlamento apenas uma coisa: tem de haver outro referendo. Foi a única conclusão que os deputados retiraram da vontade do povo. "Enquanto os eleitores não concordarem connosco, vão votar até aprender."

Mas, quando se julgava que se tinha atingido o limite da vergonha democrática, eis que nos vêm agora surpreender novas e ainda mais mirabolantes manigâncias. Por razões desconhecidas, alguém decidiu que o novo referendo tem de ser feito este ano.

Como a abstenção foi o principal problema do referendo anterior, inserir esta consulta à pressa a meio do trimestre do inverno, que já inclui duas eleições, parece tolice rematada.

Mas o povo recebe ordem dos deputados para inverter e substituir o anterior referendo o mais depressa possível. Para isso, mudam-se os prazos da Constituição, distorce-se a ordem das legislaturas e atropela-se o mais elementar bom senso, para conseguir tão teimoso propósito.


Parece que os abortistas pretendem mostrar a todos a sua falta de decoro e de respeito pela legalidade. Mostram-se ansiosos para se denunciarem como subversivos e manipuladores.

Explicam a urgência pela necessidade de evitar a prisão e humilhação de mulheres pela prática do aborto. Mas quantas mulheres querem salvar deste destino? Zero. Não há nenhuma! É um esforço intenso para libertar exactamente ninguém.

Aliás não havia julgamentos desses em Portugal, até precisarem deles para fazer manifestações.

Outra coisa que os incomoda é a hipocrisia, por toda a gente saber dos abortos clandestinos sem ligar nenhuma.

Será que também vão propor a legalização da evasão fiscal, perante a ainda mais esmagadora e generalizada prática ilegal?

Mas o que todas estas coisas pretendem esconder, aquilo que tem de ser ocultado pela retórica, azáfama legal e balbúrdia democrática, é que ali está uma criança, que vai ser morta antes mesmo de poder respirar. Está ali uma pessoa que se trucida.

Os defensores da legalização, naturalmente, negam identidade humana ao embrião. Tal como os esclavagistas faziam com os negros ou os nazis com os judeus.

Contradizer a verdade conhecida como tal é a base desta abominável campanha. Mas a cegueira dos seu propósito extravasa agora para a afronta dos meios.

É difícil compreender como pessoas civilizadas e cordatas caem nestes extremos. A não ser porque os deuses cegaram aqueles que querem perder.

Ou, como disse Alguém mais sábio, "àquele que tem, será dado; e ao que não tem, mesmo aquilo que tem lhe será tirado" (Mc 4,25).

(Artigo de João César das Neves publicado no jornal DN de 26/9/2005).

sexta-feira, setembro 23, 2005

A FRANÇA QUER MAIS FILHOS!

França anuncia programa de incentivo a quem tiver um terceiro filho

A França vai dar dinheiro para famílias com três filhos, num esforço para encorajar os franceses a terem mais filhos, anunciou o primeiro-ministro Dominique de Villepin.

Um pai que precise parar de trabalhar para criar um terceiro filho vai receber 750 euros por mês, durante um ano - 50% mais do que recebem por mês famílias com dois filhos, por um período de três anos. Diminuindo o período mas aumentando a soma, o governo espera ajudar as mães a voltarem ao trabalho mais rapidamente, depois do parto, para evitar que sofram desvantagens em suas carreiras.

- A taxa de natalidade ainda é insuficiente no nosso país - disse Villepin, numa conferência nacional sobre famílias. - Se o número de famílias com três filhos duplicar, a substituição de gerações vai ser assegurada.

A medida vai custar à França 140 milhões de euros por ano. O país, que já tem uma política generosa na área, tem uma taxa de natalidade de 1,9 filhos por mulher, bem acima da média de 1,5 da União Européia. Na Itália, Espanha, Alemanha e Polônia, a taxa é menor que 1,3. Villepin também disse que a França vai criar 15 mil novas vagas em creches, dobrar os créditos para alguns custos relacionados à criação dos filhos e melhoras as condições de financiamento para pais que têm filhos doentes.

- Essas medidas vão nos ajudar a avançar em duas direções - disse Villepin. - Dar aos franceses a possibilidade de ter quantos filhos quiserem e ajudar pais a proteger melhor seus filhos contra as novas ameaças da sociedade. (Reuters Paris e O Globo RJ, 22/9/2005)

sábado, agosto 27, 2005

Artigo publicado no jornal "O SESIMBRENSE", Junho 2005

REDESCOBRIR A FAMÍLIA…

A própria ONU designou um dia específico de cada ano como o Dia Mundial da Família (15 de Maio). Trata-se de mais uma oportunidade de reflectir globalmente sobre a maior crise do mundo ocidental: a crise familiar! E Portugal conhece-a muito bem.

Primeiramente, podemos abordar a dimensão quantitativa: segundo a ONU, e mantidas as actuais tendências, em 2050 Portugal diminuirá 10% em relação à população actual, o que trará sérias implicações de ordem económica e social. Assim como os demais europeus, os portugueses desistiram de ter filhos! As famílias não geram mais famílias suficientes.

As famílias sempre geraram e prepararam trabalhadores para o mercado de trabalho e agora este mesmo mercado não reconhece e não valoriza sua fonte de recursos humanos. Face aos baixos salários pagos, e para complementar o salário da família, as mulheres tiveram de, cada vez mais, ingressar no mundo profissional, o que é positivo por um lado, mas nesse processo descuidou-se da importância da maternidade. Assim, o próprio mercado obstrui sua fonte de trabalhadores!

Na verdade, temos profunda necessidade de receber e integrar as famílias de imigrantes, para abastecer de trabalhadores de toda espécie o mercado actual e principalmente o mercado profissional do futuro. A reduzida dinâmica de população ainda existente em solo europeu vem sobretudo dos imigrantes. Assim, a face da Europa está a mudar, e, nas palavras de Júlio César das Neves em seu artigo “O Povo sem Futuro?” publicado no jornal Diário de Notícias em 29.11.2004, a Europa está em vias de extinção!

Quando falamos do aspecto qualitativo ou ideológico, ficamos ainda mais assustados com a situação das famílias. A violência doméstica contra adultos e crianças, a dissolução crescente de casamentos e famílias, transformam muitos lares em lugares nada doces, deixando marcas e traumas emocionais muito graves. A nossa sociedade adoece, por conta do desprezo que se dá à vida familiar. Em meio a tudo isso, paradoxalmente ainda assistimos a uma pressão contrária à vida, no sentido de Portugal voltar a discutir o aborto, o que é sintomático e preocupante, revelador da falta de visão estratégica e do desconhecimento do que é de facto essencial e importante.

Ainda há tempo para uma discussão séria da temática familiar. Não podemos assumir uma passividade diante do agravamento da situação actual e da confirmação das tendências. É possível alterar esse quadro, mudar as tendências e portanto as previsões? No artigo já citado, Júlio César das Neves claramente afirma que o crepúsculo europeu não é uma acusação, profecia ou aviso, mas sim simples extrapolação das tendências recentes.

Redescobrir a família é dar valor real ao elemento básico de coesão social e de geração e preparação de recursos humanos para a vida actual e futura do País. È garantir o futuro. Os discursos não bastam. São necessárias acções efectivas para aumentar o número e estabelecer uma rede de famílias saudáveis, para garantir, como consequência natural, condições mais dignas à sociedade portuguesa.

Finalmente, redescobrir a família envolve principalmente um reencontro com o Criador. Somente n´Aquele que criou a família encontramos a origem dos valores correctos e o disponibilizar das condições e da força para colocá-los em prática inicialmente na nossa vida, na nossa própria família. A mudança começa assim!

Nos próximos artigos tentaremos explorar assuntos pertinentes às várias facetas da vida familiar, à luz dos princípios e valores acima mencionados.

António Rodolpho